sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

O AMOR desta tarde


 O amor  desta tarde que arrefeceu

as mãos e os  olhos que te dei amor

exacto vivo desenhando o fogo

que eu próprio queimei amor

que destruiu   a fria arquitectura

desta tarde 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

RENASCER


 

Eu renasço  para o mundo quando

te abraço e tu pousas a tua cabeça

no meu  peito


Sinto  - me leve e consigo

flutuar no perfume suave

do teu corpo macio como

se  tivessem criado a mais pura

 flor

PAZ

Ès o Paraíso


ès o caminho que me eleva

 ao paraíso invulgar e as raridades

de ciclos  que comandam as espécies

em vias  de extinção


Ès   a mais bela   da vida e não preciso

de sair deste lugar para perceber isso

nada irei encontrar fora de ti mais

  precioso do que esse teu coração

que bate dentro de ti

Num sorriso


 Gosto num laço perfeito  num sorriso

num olhar de lua cheia e no silêncio da

 neblina matinal  que me devolvam a

palavra julgo que a paz è isso devolverem - 

- me as palavras num silêncio nunca me

 faltem palavras nem silêncios não  preciso

de um para sempre preciso de um infinito num

num momento

a tua voz


 a tua voz è todo o poema

quando sorris não importa

onde o meu coração  bate

mais feliz encontro a paz

e levito na simbiose do mundo

que se enraíza no teu sorriso 

NASCE DA BRUMA DA MANHÃ


 Fico  quieto  enquanto me envolves

as batidas  controladas  por ti

 tu me envolves as batidas  controladas 

por ti 

ver te  sorrir em silêncio e no

sabor do vento não querer chegar

ao  fim do destino è querer ampliar 

os acordes desta melodia em que tu me

 envolves num doce caminho de búzios

que nasceram no mar o teu sorriso è o 

próprio mar a envolver - me 

a pela a molhar - me a saliva  è o infinito

que alcanço na leve  bruma  da manhã que nasce

no teu  olhar   respiro porque posso ver esse olhar

a inundar - me a visão de cor e amor e eu renasço

para o mundo

Laços


 num laço perfeito gosto que me devolvam

as palavras num  silêncio 



que nunca me faltem palavras nem silêncios

não preciso de um para sempre

preciso do infinito  num momento

aflora da vida


sinto a apertar - me o coração

a percorre - lo

RECEBO DE CORAÇÃO ABERTO


 Recebo  de Coração aberto ao toque

dos que aconchegam  o seu coração

ao meu


Sinto a pureza  de uma alma

Sem precisar  de ver  a sua

cor e gosto de  tocar abraçado

naquela esperança que me

alimenta o verbo e me faz

alcançar a lua 


Quando escrevo è mais do

que uma vontade è uma

necessidade de elevar as

palavras   para que o vento

as leve ao seu destinatário


Para que as palavras não criem

redemoinhos no meu cérebro

e me embrulhem o estômago

Caminho


 

Caminho com passos firmes

com a estrada a mendigar - me

segurança e leveza para que

o mais injusto dos princípios

seja composto de flores e algodão

recebo de coração aberto ao toque

dos que aconchegam o seu coração

ao meu

Cresci ...


 Cresci com esta necessidade de mudar

o mundo vivo com essa necessidade

dentro de mim e isso faz com que cada 

dia que passa à minha essência seja 

a verdade que as vezes màgoa 


 não consigo  fingir que algo

não tocou o meu coração ou que

não teve nenhuma importância

para mim


Se sorrio è   porque   algo tocou

o meu coração

e não  porque o molde dos meus

lábios me foram impostos


acredito piamente que existe 

um lugar onde o viver è mais

do que esta luta aguerrida


de tentar subir  degraus na esperança

de alcançar a igualdade

CRESCI NUM MUNDO RUDE

 



                                                                                                                                      a  Ana Pereira              

Cresci num mundo rude que julga a diferença que bate quando

  o que tu  mais precisas   è de carinho ...                                      

O AMOR


 o amor è a força desmedida

que nos faz sonhar e voar

e  por ele mudar o rumo

da nossa vida !


sou fresco como  a água

que mata a sede mas è escuro

para là chegar


nasci num mundo pequeno

onde o que tu ès depende

do que possuis

e não do coração que bate

dentro de ti


Os teus cabelos


 delicio -me ao olhar  para os teus cabelos

cheio de vontade de te abraçar  sem braços ter

para te possuir 


ter asas não voar

ter - te sempre a sorrir


viajar   sem destino contigo

ao meu lado ver - te


e nascer um menino ( a )

fruto de um amor descansado


è que amar - te è viver e viver 

è sofrer

sofrer è querer - te ter

e ter - te è um prazer

MEU AMOR


 

In - verso


beijo - te  por necessidade

os teus lábios arrepiam - me

a minha sombra fala por mim


respiro o teu  perfume doce

ardente e suave do teu corpo

ternurento

 de uma noite de inverno

navegas no meu  pensamento

AMAR


 

o AMOR È SENTIR

o coração a bater tão fortemente

tão  perto da palma da mão

è olhar bem fundo e sentir

 sentir bater fortemente o coração

num sentimento profundo 


è subir ao monte e junto

ao céu beijar o horizonte

abraçar a paisagem e ver

a luz intensa do dia a escurecer


Na boca do marinheiro


 

na boca do marinheiro

do frágil barco veleiro

morrendo a canção màgoada

diz o pungir do desejo dos lábios

a queimar  de beijos que beija o ar

e mais nada

Fado Português


 

que terra è esta este mar

que sò  acaba nos céus

ou nem là tem o seu

fim ...


ou hei  - de eu acabar

querendo Deus ou ele

acabar em mim ...


Mãe  adeus !  adeus Maria !

guarda bem o seu sentido

que daqui te faço uma jura

ou eu te levo a sacristia ou

foi Deus servido dar - me 

mar a  sepultura

A noite


 

a noite repete - se

a tristeza abafa

o medo de possuir

demónios

na veia enrosca

em forma de torpedo 

no riacho da tua cela

o estômago da rivalidade

abrindo fogo  com a arma

da necessidade que berra 

de tal onda viciada

o esqueleto cravado

em terra  da morte 

esquecida no presente

desfolha a necessidade

que berra na terra

là para os países  do Oriente

não há  desgraça que perdura

que permaneça solitária

aumentando o registo

começa de forma solitária

e acaba transformada em

realidade 

 



 

Diabrices


 

abrigas  no abrigo  esperado

olhos de sereia luzindo

ao amado sol

a mais próspera boleia


rebolo no teu corpo na tua

pele doce e macia

e na tua humildade saboreio

um clima ameno

LOVE


                                                                                                             dedicado  a Ana Pereira


 Eu no rosto da vida

sufocado pela timidez

saem  frases perdidas

no encher das marés

o vazio da lua  cheia

debruça - se  nos meus

braços corre - me nas veias

em forma de traços


seguro as pernas de pè

para tentar não ir abaixo


o que não è realidade que não 

encaixa

a minha forma de estar

não è igual a minha maneira

de ser 

o que o olhar  transmito nem sempre

è aquilo que eu  queria ver

no olhar as pétalas que murcham

no meu coração sofrem de angùstia 

no meu entender respiram espasmos

de ilusão com medo de morrer !

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Palavra Paginá Solidão


 

 Sou  a página em branco

em que tu escreves soletras

em mim silaba a silaba

palavras  do  teu coração


 olho  e deparo com o sol de frente

a mim eram os teus olhos fulminantes

do teu olhar dentro de mim


dentro do meu ser adormecido

no teu olhar cheio de amor transbordando

os oceanos

Lìngua


 lìngua  dos versos

lìngua da fala

lìngua recebida


lábio a lábio

beijo ou saliva


clara leve limpa

lìngua da água da terra

da cal


materna casa da alegria

e da màgoa dança do sol

e do sal  l`ngua em que

falo e escrevo

Palavras



                                                                                                                 a  Ana Pereira


são três quatro palavras

que te quero confiar

para que não se extingam

palavras que tanto amei 

e talvez ainda  as ame

são casa o sal da lìngua

Lugar da casa


 o lugar da casa uma casa que fosse

 um areal deserto que nem casa fosse

sò um lugar onde o lume foi aceso

e a sua volta se sentou a alegria

e aqueceu as mãos e partiu


porque  tina um  destino

coisa simples e pouca

mas destino

crescer como uma árvore 

resistir com ao vento

ao rigor da invernia e certa 

manhã  sentir os passos de

 Abril ou quem sabe  a

dos ramos secos que pareciam

 de novo estremecem com o

repentino canto da cotovia

Estrela


 a pupila  atenta ao rumo de cada silaba

não temos outro país não temos outro céu

com a boca  com os olhos com os dedos

procuro tocar a terra  do teu c0oração

outra vez

sal da lìngua


 aproxima a boca da nascente

se for silencio sò  o que te chega

aos ouvidos è musica ainda tenta

uma vez mais levantar a mão 

atè  ao  abafo da primavera

estrela

Impetuoso


 

impetuoso   è o teu corpo

como um rio onde o meu

corpo se perde 

se escuto sò oiço um rumor

de mim o sinal breve


imagens dos gestos  que

tracei e sustentavam os meus

dias mas agora estão tão ariscas

Magia


 Sè   leve para quem o foi

contigo


dà - he o meu cabelo

para o sonho tecer

 a màgoa infinita das raìzes que

 no corpo  um dia hão - de beber

Terra


 Se um dia  lhe tocares

o corpo  adormecido
põe - lhe silencios sê
leve para quem foi
contigo

dà - lhe o meu  cabelo
para o sonho e deixa
meu cabelo para o sonho

e deixa para tecer a màgoa
infinita das raìzes

Coração rebelde


 coração rebelde teimoso

quer amar - te e volta

revolto a navegar nessas

palavras em voltas das  sílabas


encontradas  a tua boca a cantar

a tua doçura reflectida nos espelhos

das limpidaqs àguas do mar

Ho teu jardim


 o mel ficou doce

porque a colmeia

procriou no teu

jardim


a luz na sombra

serei sempre  o som

serás sempre a luz

junto a tal flor



 perturba - me a seara está

abandonada

para lhe dar vida vamos- nos

envolver nela

para lhe dar luz

Terra tua amante


 a terra tua amante

serei o mar

que hoje entre algas

anènomas e cores

voando atè onde o sol

não cega

Olhos embebidos no luar


 deixa - me olhar - te

nos olhos e sentir embebido

no luar e ter prazer repleto

tu ès a vida que eu

queria ter

Terra


 se um dia  lhe  tocares o corpo

adormecido  põem - lhe silencio

sê leve para quem o foi contigo

terra

domingo, 14 de fevereiro de 2021

Amor de verão


 mergulho no mar  aberto

enrolo na areia do deserto

e faço tudo com calma

seco - me com o sol do 

inverno estendo - me

na areia

Ama - se tudo


 ama -se    tudo

um  sentimento eterno

e aproveita - se tudo o que

nos rodeia


As palavras


 as palavras obedecem - me muito

menos agora provavelmente fartaram - se

das rédeas não me perdoam a mão rigorosa

a indiferença pelo fogo de artificio 

com elas fazia o lume

O meu paìs


 


não se pode mudar de luz de luz

como quem muda de camisa

o meu paìs è onde a pedra

acesa do mar ilumina as veredas

do  coração e a cal escorre dos muros

e dos troncos das oliveiras atè ao chão

 

Serei sempre a luz na sombra


 Serás sempre a luz  e o sol

junto a tal flor

há  silencios no teu olhar

magia se calhar

e um suave encanto

inebria


mas tambèm há mistérios

um espanto que me faz

parar


e me impede de aproximar

Destino


 Coisa simples e pouca

mas destino


crescer como árvore

resistir  ao rigor da invernia

e certa manhã sentir os passos

de abril

As palavras


 as palavras fechadas são pálpebras

imensas carregadas de sono


o lugar da casa uma casa que nem

casa fosse um areal deserto sò um

lugar onde o lume foi aceso e a

sua volta sentou  -se 


a alegria e aqueceu as mãos

e partiu

porque tinha um destino

O mar


 estou aqui sentado

ali o mar as palmeiras

o pão a mesa

o gesto sempre igual

da luz

o mesmo olhar da ave

existe uma certa harmonia

entre a luz e o mar

a mesma provavelmente

entre a palmeira e o mar

o leite e o pão e com a palavra

o  seu voo em prumo com a palavra

qual è a relação

Lufar Submerso


 lugar submerso no universo

onde olhares secretos se cruzam

no silencio distante entre o ocidente

e o oriente mulher sensual maquilhando

seus olhos em plena multidão ausente

fechada em si mesma no ocidente dentro

do seu próprio  oriente 

Amantes sem dinheiro


 nos teus dedos nasceram

horizontes 

e aves verdes vieram desvairadas

beber nelas julgando serem fontes

Saudade sem sociedade


 

saudade sem sociedade

inertes no seu egoísmo

de honres no seu ego

fechados nos seus fantasmas

que s si  própria  assusta  e a

teme sem fazer tremer de amor

 na frieza  do ser uno universal

Fecundo - te vida nos pinhais


 fecundo - te vida nos pinhais

fecundo - te de seiva e de calor

alago - te o corpo pelos areais

onde o mar se espairecera

sem contornos e cor põe - te

sonho onde havia apenas silêncio

de novas rosas por abrir e um jeito


nas  tuas mãos de quem sabe  que

o futuro há - de surgir brotou água

onde tudo era mais escuro paz

onde morava a solidão e a certeza

de que a sepultura è uma cova

onde não cabe o coração


Quem foi

quem foi que despenteou os teus cabelos ò minha amada ? que cálido odor ou ventos erectos dos teus seios os bicos roxos ? com que sopro ? em...