a noite repete - se
a tristeza abafa
o medo de possuir
demónios
na veia enrosca
em forma de torpedo
no riacho da tua cela
o estômago da rivalidade
abrindo fogo com a arma
da necessidade que berra
de tal onda viciada
o esqueleto cravado
em terra da morte
esquecida no presente
desfolha a necessidade
que berra na terra
là para os países do Oriente
não há desgraça que perdura
que permaneça solitária
aumentando o registo
começa de forma solitária
e acaba transformada em
realidade

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